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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

(nublada e encantadora)

26.07.11, a dona do chá
Depois de alguns dias em Londres, regresso. Ir é bom: vivemos uma realidade paralela. Voltar também é muito bom: os olhos trazem imagens e memórias para o futuro.    Devo dizer, Londres é daquelas cidades que se entranham na pele. Cada rua tem um detalhe. Cada estação de metro é um caminho para um novo caminho. Andar pelas ruas é viver uma cidade cosmopolita. Uma cidade carregada de uma imensidão de pessoas: cada uma no seu estilo e na sua forma específica de vestir. Adoro (...)

( crónicas do Rio 2 )

13.01.11, a dona do chá
A despedida começa no momento da chegada. Dentro daquele misto de ansiedade, expectativa e euforia da chegada, há um pequeno instante de consciência da verdade: de que a alegria da chegada em breve dará lugar a dor da despedida.  Uma verdade outrora cantada pelo Poeta. Naquele breve momento de encontro de olhares e de reconhecimento de rostos tão queridos, sabemos de antemão que haverá o desencontro.   Três dias antes da partida, este conhecimento torna-se tão latente e tão (...)

(Crónicas do Rio 1)

17.11.10, a dona do chá
Olho para ele, do outro lado. Um vidro, um brilho, uma estranha e nova distância. Ouvir-lhe a voz e vê-lo ao longe causa-me um novo tipo de vazio. Como se me arrancassem algo e eu sentisse o vento a trespassar-me. Reuno os meus pensamentos e desencontro-me de mim mesma. Afastar-me dele, mesmo que temporariamente, é entrar neste lugar de ausência.   Levanto e caminho, então.   O balanço aéreo incomoda-me como uma suspeita de naúsea e como um sintoma de medo. Os argumentos (...)