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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

08.01.16

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a dona do chá

"Entretanto, nada de descanso, nada de hesitação, nada de tempo de espera na grandiosa marcha dos espíritos para a frente.

A filosofia social é essencialmente a ciência da paz. Tem por fim e deve ter como resultado, a dissolução das cóleras pelo estudo dos antagonismos.

Examina, investiga e analisa; depois recompõe.

Dirige-se pelo caminho da redução, suprimindo de tudo o ódio."

 

Victor Hugo, Os Miseráveis

08.01.16

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a dona do chá

"O desenvolvimento intelectual e moral não é menos indispensável do que o melhoramento material. Saber é um viático, pensar é de primeira necessidade; a verdade é tanto alimento como o pão. Uma razão, em jejum de ciência e de saber emagrece. Lastimemos, do mesmo modo que os estômagos, os espíritos que não comem. Se há alguma coisa mais pungente do que um corpo agonizante por falta de pão, é uma alma morrendo à fome de luz.
(...)
Nós que cremos o que podemos temer?
As ideias não são mais susceptíveis de recuar do que os rios.
Mas pensem bem os que não querem nada do futuro. Dizendo não ao progresso, não é o futuro o que eles condenam, mas a si mesmos. Adquirem por suas mãos uma doença sombria; inoculam-se o passado. Não há senão um modo de recusar o Amanhã, é morrer."

Victor Hugo, Os Miseráveis

15.12.15

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a dona do chá

As nossas alegrias são sombra; o supremo sorriso só a Deus pertence.

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Quereis explicar-vos o que é a revolução, chamai-lhe progresso; quereis saber o que é o progresso, chamai-lhe Amanhã. Amanhã leva irresistivelmente a cabo a obra começada hoje. É extraordinário, mas nunca deixa de chegar ao seu fim.

 

Victor Hugo, Os Miseráveis.

29.09.15

Sombria coisa.


a dona do chá

A consciência é o caos das quimeras, das ambições e das tentativas, é a fornalha dos sonhos, o antro das ideias vergonhosas: é o pandemónio dos sofismas, o campo de batalha das paixões. Penetrai, em certos momentos, através da face lívida de um ente humano absorvido pela reflexão e olhai para além, observai-lhe a alma, contemplai-lhe a escuridão. Há ali, sob a superfície límpida do silêncio exterior, combates de gigantes como em Homero, brigas de dragões, de hidras, e nuvens de fantasmas, como em Milton, espirais visionárias como em Dante. Sombria coisa é o infinito que todo o homem contém em si e pelo qual ele regula desesperado as vontades do seu cérebro e as acções da sua vida!

Victor Hugo, Os Miseráveis

18.11.03

Perfeição irrepetível.


a dona do chá

« No círculo imperfeito do seu universo óptico a perfeição daquele movimento oscilatório formulava promessas que a unicidade irrepetível de cada onda condenava a não serem mantidas. Não havia maneira de fazer parar aquela sucessão contínua de criação e destruição. Os seus olhos procuravam a verdade descritível e regulamentada de uma imagem certa e completa: acabavam, pelo contrário, por correr atrás da móvel indeterminação daquele vaivém que embalava e escarnecia de qualquer olhar científico. »

Alessandro Baricco, Oceano Mar