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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

(o embrulho e os nós)

15.10.12, a dona do chá
Um embrulho nem sempre contém um presente. Um embrulho pode conter uma amálgama de coisas não previstas e, de todo, desejadas. Um embrulho pode revelar-se a antítese da alegria. Não importa sem vem com um papel refinado ou um laço elaborado, um embrulho implica sempre desatar um nó. Alguns embrulhos podem significar vários nós. De tal forma, que a impaciência leva a que se arranque de vez o laço. Sem delicadeza. Sem remorso. Arraque-se os nós e descubra-se o seu conteúdo. Um (...)

( lista movediça )

13.10.12, a dona do chá
A impertinência da arrogância é um sinal de fraqueza de carácter. Se com o pé esmagam-se formigas, com a palavra proferida assassina-se o coração. O dever de honrar é a fronteira última que impede o total desapego. O coração é um órgão de fogo e o amor é incontestável mas o respeito esmorece. A lista de prioridades move-se. Um dia o cuidado foi uma prioridade. Não mais.

(...)

25.04.12, a dona do chá
No Dia da Liberdade, resgato-me no facto de que somente o meu pensamento é livre. 

(não és)

15.01.12, a dona do chá
As palavras saem e perduram. Ganham vida própria numa realidade paralela. Aquela não é a realidade. Aquele não é o sistema. Aquelas não são as pessoas. Não pertencer é algo estranho e também perdura. De repente, esta realidade cai como um piano do alto de um prédio: um dia és, no outro dia não és nem sombra. 

(...)

06.12.11, a dona do chá
[ eu gostaria muito de ser mais positiva a escrever. com muitos corações a voar e pássaros a cantar. com um trio de cordas no fundo a tocar. que cada palavra soasse como uma bela melodia. sinto muito, a vida não é assim.  a vida não é só isto, mas também é. quando as coisas positivas, belas e agradáveis acontecerem; procurarei falar sobre elas. para já, imaginem este parágrafo sendo escrito com som de trovões ao fundo. é o mais suave que eu consigo me posicionar neste momento. ]

(mulher)

08.03.11, a dona do chá
        Todos os anos eu escrevo praticamente a mesma coisa no Dia Internacional da Mulher. Escrevo para - sobretudo - relembrar que este dia tem um significado que está muito além do receber uma rosa, ouvir dizer "és uma mulher fantástica" e inflar o peito com jargões feministas. O Dia Internacional da Mulher serve para - infelizmente - marcar o extenso número de mulheres que, por todo mundo, ainda são vítimas de opressão. As realidades são muitas: violência (...)

( diminuído)

17.12.10, a dona do chá
Tenho as sapatilhas e o casaco manchados de sangue.   Um homem caído no chão. Um homem que não se aguenta em pé. Chegamos em forma de auxílio. Dos olhos lhe escorrem lágrimas seguidas de miséria e de vazio. Os olhos não o traem. Não tem nada. Nem no olhar, nem nas mãos, nem na vida. Diz que queria ser diferente, que queria casar, que queria ter uma casa melhor, que queria encontrar um rumo. Os olhos prendem-nos em súplica por uma resposta que ele já conhece. Ele sabe qual é (...)

( Hillsong Conference Europe 2010 #3 )

19.10.10, a dona do chá
"Civility"   Para quem lê clássicos ingleses, principalmente Jane Austen, encontra com frequência o termo "civility". A tradução literal para o português seria "civilidade".  Uma palavra que tem uma sonoridade estranha para mim, já que não o usamos com regularidade. Usamos com mais frequência o termo "civil" ou "civilizado". Convenhamos que raramente falamos em "civilidade".  O dicionário diz-me que civilidade é "um modo de se corresponderem as pessoas bem-educadas; (...)

( isto não é pedir muito )

14.09.10, a dona do chá
Cada vez mais dou-me conta que, assim como eu, existem inúmeras pessoas que apreciam a leitura de escritores clássicos. O que eu não consigo perceber é porque cargas d’água é tão difícil encontrar determinados livros. Também não consigo perceber porque há obras clássicas que não se consegue encontrar traduzidas para o português.   Eu falo constantemente em Jane Austen. É uma escritora que eu amo. Tente encontrar o seu livro “Mansfield Park”. A obra está traduzida (...)