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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Playlist de Outono (1)

12.11.15, a dona do chá
"Watching the sky Watching the painting come to life Shifting and shaping Staying inside It all goes it all goes it all goes by"  

(...)

14.09.15, a dona do chá
O Verão é bom. Nele tudo é luminoso: os dias são longos e ensolarados. As pessoas andam despreocupadas e leves. Todas as estações têm a mesma duração, mas o Verão passa num piscar de olhos. Apesar de tudo isto, não me deixo impressionar pelo Verão. É quase um metáfora, uma ilusão - brevidade e desvanecimento. A sensação de calor que dura tão pouco, tão pouco. O Outono já está à espreita e isso faz-me feliz. O Outono condiz mais com a minha natureza: melancólico e (...)

(breves)

17.03.15, a dona do chá
Este está a ser um inverno rigoroso para o baby H. e, por consequência, também para mim. Volta e meia, lá ficamos doentes. Estação que desgosto, o Inverno é cada vez mais um tempo que anseio que passe depressa. Está quase...   -- Preciso ler e escrever mais... Sinto que estou a desaprender. Preciso comprar uma boa gramática e praticar.  -- Quando vejo as magnólias, nasce em mim uma enorme alegria. As cores suaves, o perfume pelo ar, os dias maiores e ensolarados - uma (...)

(por causa do Outono)

15.11.13, a dona do chá
Hoje foi um dia realmente outonal. Um vento frio. O sol pálido. O casaco a transferir conforto. As folhas ferrugentas a rodopiarem no chão acompanhadas do inconfundível som, como que a estalarem no chão. Há uma discreta beleza no Outono.    Não sou grande fã do frio e do Inverno mas confesso que o Outono tem um encanto que me preenche o coração. O Outono é muito (...)

(por causa da neblina e de um ponto luminoso escondido no céu)

27.11.12, a dona do chá
Acordei a pensar nas saudades que eu tenho do calor, da descontração, de usar bermudas jeans e havaianas nos pés, dos dias longos, do som das cigarras, do céu lilás dos fins de tarde, do barulho do mar, da maresia, de dançar sem pensar, do prazer da água fria, do cheiro a pinheiros e a eucalipto e a querer que a eternidade tivesse as cores e os aromas do Verão. De repente, sinto-me irremediavelmente criança e sem as amarras do quotidiano. Jovem e livre.

( despertador )

13.10.12, a dona do chá
Soa ao longe, bem ao longe. Soa como um acerto com a realidade. Insistente. Captura a atenção mas é um estranho. O vôo vai alto, as pernas não alcançam o chão e o céu tem flores de todas as cores. Basta colhê-las. Basta estender as mãos. Basta querer. Ali a vontade é um senhor que não falha. Multicor. Multi-vida. Naquele cenário tudo é possível. Por pouco tempo, mas possível. A estridência é o senhor do aqui e do agora. Os olhos desfocam, o corpo ressente e a estridência (...)

Dádiva.

05.02.04, a dona do chá
Que me perdoem todos aqueles que encontram alento e satisfação no Inverno. Que amam as tardes friorentas, com a companhia das mantas e da lareira. Que gostam de vestir longos casacos e botas de cano alto. [ Olhando de longe, até penso - por segundos - que isso pode ser prazeiroso. Mas essa sensação passa rápido. ] Que me perdoem... Eu prefiro as tardes em que posso abrir as janelas, e ver as cortinas a balançar lentamente. Sentir o sol quente a atravessar a janela. Gosto de sair (...)

Folhas secas...

25.09.03, a dona do chá
Discretamente já começam a fazer casa. Andam rasteiras. Apegam-se aos passos. Acompanham-nos nas caminhadas. Confesso que gosto delas, das folhas secas. Folhas que abandonam árvores e pousam no chão. Acumulam-se nos cantos, nas ruas, nos jardins. Formam o seu próprio tapete, desafiando qualquer tipo de tentativa de "limpeza municipal". Trazem uma sensação de melancolia... Chamo-as de mensageiras do Outono: as folhas secas aparecem para relembrar-nos que o Verão já se foi, (...)

Entre as mãos.

07.09.03, a dona do chá
As noites já apresentam um frescor. Um certo prenúncio de que o verão está a se esgotar e que em breve teremos noites cada vez mais frias. Tenho entre as mãos uma caneca com chá de menta, bem quente e aromático. Traz-me conforto. Começo a sentir uma lassidão. Parece que, para além do chá, também tenho entre as mãos o sono.