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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

01.09.09

( sinal dos tempos )


a dona do chá

ontem apareceu o novo catálago do ikea na minha caixa de correio. já está junto das outras revistas e catálogos de decoração.

 

hoje quando entrei no átrio do meu prédio, olhei para o cesto dos papéis (onde as pessoas colocam a publicidade que não querem) e lá estava ele, um catálago do ikea. um catálago novinho jogado assim de qualquer jeito, alguém não o quis. e eu me perguntei: como é possível? eu sou suspeita para dizer algo, porque gosto do estilo de mobiliário e de decoração bem como o conceito de loja subjacente ao ikea. mas, pergunto-me novamente, como é possível? claro que eu retirei-o do cesto. há-de ter uso.

 

 

 

20.03.09

(aleatório)


a dona do chá

Seis coisas aleatórias

 

Venho com algum atraso responder ao desafio da Pipa. Perdão! Mas acho que ainda venho a tempo de falar de seis coisas aleatórias sobre mim. Aviso: é mesmo aleatório! :^))

 
 
1. Deus. Creio em Deus. Talvez, por isso, questiono-me com grande frequência. A fé é o fundamento e o questionar faz parte do crescimento. E isto nunca acaba. É um processo sistemático. Todos os dias eu aprendo algo e há sempre um novo saber. Um novo fôlego.

2. Chocolate.
Sou viciada em chocolate. Chocolate branco, chocolate preto, chocolate com amêndoas, chocolate ao leite, bombons, brigadeiro, biscoitos, bolos, sorvetes/gelados. Tudo aquilo que envolva chocolate, seu sabor e seu aroma, tudo é maravilhoso e desperta o meu interessa.
 
3. Saudade. Vivo de uma forma intensa a saudade, enquanto conceito e enquanto sentimento. Saudade da infância e de ser criança. Saudade dos amigos, dos que estão perto e dos que estão longe. Saudade das minhas raízes. Saudade estranha que é aquela que sinto do que não vivi. Tenho até saudade do futuro. Estranho e confuso, eu sei. Mas a verdade, é que a saudade é algo que me corre nas veias. Sou melancólica ao extremo.
 
4. Ally Mcbeal. Adoro séries televisivas. Não vivo sem acompanhar uma série. “Ally Mcbeal” é a minha predilecta, de tal forma que ”. Mas eu não sou esquisita, um sofá e uma boa série é sempre uma boa receita!

5. Perfeccionismo. Um defeito grave que constitui e que condiciona grande parte da minha personalidade. Faz-me sofrer e, por vezes, faço os outros sofrerem por causa disso. O meu grau de exigência é alto. Infelizmente.

6. Injustiça. Detesto injustiça. Acredito que andamos neste mundo para combatermos a injustiça nas suas diversas formas. Para mim uma gota faz parte do oceano. Impossível estar neste mundo e ser indiferente àqueles que sofrem diversas formas de injustiça.
 
-- --- --

As regras são:
1 - Linkar a pessoa que te indicou.
2 - Escrever as regras do meme em seu blogue.
3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 - Indicar mais 6 pessoas e colocar os respectivos links.
5 - Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
6 - Deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem.

Os indicados são:

06.11.08

[ Banda Sonora ]


a dona do chá

 

Eu não vou falar sobre as potencialidades do Barak Obama como Presidente dos EUA nem dar a minha opinião sobre o impacto da concretização deste facto ao nível mundial. Não faltam por aí opinion makers, jornalistas e bloggers a discorrerem linhas e mais linhas sobre isto. E sobre o evidente carisma e a impecável oratória dele ninguém precisa dizer nada porque é óbvio.

 

O que me interessa dizer - peço, desde já, perdão se alguém já falou sobre isto - é que sempre que eu vejo uma imagem do sr. Obama, surge aos meus ouvidos, de imediato músicas como Let's get it on e Sexual Healing do Marvin Gaye. É quase uma banda sonora...

 

Poxa, eu até imagino o fulano a dançar.

 

;^)

13.08.03

Outra faceta.


a dona do chá

Através dos olhos frágeis e humanos, ela surgiu com um tom avermelhado, que se metamorfoseou num amarelo torrado. Através dos meus olhos frágeis e humanos, parecia-me familiar, embora distante. Olhei-a mais uma vez, mas com outros olhos, com olhos artificiais. Pareceu-me estranhamente próxima e, ao mesmo tempo, desconhecida. A sua cor afigurou-se-me mais branca e a sua superfície acidentada. Permaneceu, porém, a certeza de duas características: a beleza e a imponência.
Posso dizer que me apaixonei à segunda vista por ela, pela Lua.

Num passeio nocturno, pelas ruas da pequena e pacata cidade onde moro, "esbarrei" contra um evento inesperado. Algumas pessoas juntavam-se para ver algo que ia acontecer. Dois homens preparavam o equipamento: uma tela, um computador portátil, um projector de vídeo, um microfone, uma coluna de som e um telescópio. Um Professor começa a falar, e explica em cerca de 30 minutos algo sobre a dimensão do universo. Fala de como existem uma grande quantidade de galáxias, e dentro delas milhões de estrelas... Olho à minha volta, e vejo um público diversificado. Desde adultos e jovens atentos a crianças de olhos a brilhar ( talvez já a sonhar com aventuras espaciais e com planetas desconhecidos...). Volto a minha atenção para o referido Professor, pertencente a uma associação de astronomia local. Para rematar, após a pequena apresentação, quem quisesse podia ver a lua pelo telescópio. Visão magnífica... Pena que não pude ver Marte, que segundo o Professor, está mais próximo da Terra como nunca esteve desde o Neandertal.

Confesso a minha ignorância sobre esta temática. Talvez por não ter sido incentivada. Talvez por não me terem estimulado o interesse pelo saber científico nos tempos de estudante. A verdade é que, apesar de parecer ridículo, até hoje não tinha visto os astros através de um telescópio (pergunto-me inclusive se o nome do instrumento em causa será esse, se não for, agradeço qualquer esclarecimento). Senti-me feliz por aquele breve e simples momento, e ao mesmo tempo, surgiu uma sensação de culpa. "Porque dentre tantas leituras que fiz, nunca tomei a iniciativa de ler sobre isto??". Neste momento experimento uma certa ansiedade. Quero recuperar o tempo perdido. Quero vasculhar estantes de bibliotecas em busca de conhecimento.

Depuro disto tudo outro pensamento: não terá este tipo de evento, simples e pequeno, maior efeito para o incentivo à busca do saber, do conhecimento e da cultura, do que discursos pomposos e eventos estanques?

Apesar de ser uma jovem adulta, senti um entusiasmo que só se sente quando se é criança. Se não fosse por mais nenhum motivo, só isso já teria valido a pena.