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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

(bem longe de ser austera 2)

26.11.12, a dona do chá
Isto do Inspira-me do Sapo, da austeridade, do facto de sonharmos com coisas que ansiamos possuir fez-me pensar na imensidão de coisas que gostaria de ter. Algumas até são simples.  Acho que vou começar a fazer uma wishlist, porque assim pode ser que gradualmente eu consiga alcançar pequenos mimos para mim própria. A crise é verdadeira e real. Mas se deixarmos de sonhar, onde iremos parar...?  

(o prazer e o poder de leitura)

21.11.12, a dona do chá
(retirado daqui)A aproveitar esta fase maravilhosa de leituras. Um livro é uma janela aberta. Um mundo paralelo. Uma realidade que abraço com entusiasmo. Ler retira o grande peso que a realidade impõe. Ler nunca decepciona mesmo quando se trata de um livro decepcionante. Ler confere (...)

(sem perder a ternura)

17.05.12, a dona do chá
Quando Cristo lançou o desafio de amar o próximo Ele sabia que não seria fácil. Cada dia que passa entendo que é das coisas mais dífíceis e só o percebo porque é muito complicado para mim engolir desafectos, suportar a perfídia e constatar as minhas imperfeições. Se fosse fácil amar todas as pessoas isto não seria um desafio e nem a mensagem de Cristo seria tão revolucionária e transformadora.  

( espécies raras )

16.09.10, a dona do chá
Secam-se as palavras na garganta. Sílaba por sílaba, entaladas. Sufoca-se a cada letra. A impossibilidade de verbalização é desértica. A impossibilidade de se fazer entender é opressiva. A impossibilidade de se ser, de expandir-se. Há uma ruptura em pequenas partículas de racionalidade o que afasta qualquer possibilidade de coesão dos sentimentos. As palavras fogem com a velocidade do incêndio. Queimam-se ideias, arrasam-se vidas e dizimam-se imensidões. O incêndio alastra-se (...)

(aprendi que...)

20.02.10, a dona do chá
... que não devemos temer dizer "eu te amo" quando o sentimos de verdade. é fácil dizê-lo para um namorado ou marido. agora dizê-lo em alto e bom som para familiares e amigos nem sempre acontece. as pessoas intimidam-se e acham piegas. ouço com frequência esta justificação: "ser piegas". contamos sempre com uma certeza falível de que a pessoa vai estar sempre lá. ESQUEÇAM ISSO. no mínuto seguinte a pessoa pode desaparecer. não controlamos nada.   eu (...)

( contigo e sem ti )

30.11.09, a dona do chá
amanheço contigo e ainda o dia está escuro. ainda a manhã se retrai de frio e não acordou. a vontade de sair da cama é uma certeza que desejo adiar. implica enfrentar a tua partida. e isto é tão difícil como enfrentar este frio. a nossa cama, os nossos lençóis, os nossos olhares se cruzam com um adeus que permanecerá uns dias. um até logo que gostaria de passasse rápido mas que pesa. já sinto saudades tuas e só passou pouco mais de uma hora. já o dia levantou-se tímido e (...)

( rolo compressor )

07.09.09, a dona do chá
cada um tem a noção da forma como as coisas devem ocorrer. pensamos que sabemos o que é melhor. eu própria, muitas, inúmeras vezes, perdi noites a cismar nos trajectos que a minha vida deveria ter percorrido e que não se concretizou. "fiz bem?", "será?", "e se...", estes tipos de coisas. nunca contamos com o imprevisto, mesmo que tenhamos consciência de que ele existe. que indivíduo chato, este tal do "imprevisto". e o pior é que quando o (...)

( silêncios )

26.01.09, a dona do chá
Este ano começou, para mim, repleto de esperanças. Mas depois de alguns dias, a realidade caiu-me em cima como uma rocha. Fui esmagada pelo peso da vida. A saúde, ou a sua ausência, prendem-me cada vez ao chão e sonhar torna-se muito dificil. Da boca de quem eu amo sai as palavras verdadeiras de que "para uns tudo é tão fácil e para nós é isto". Como refutar esta verdade? A minha tristeza é, neste momento, infinita porque não posso refutar esta verdade e também pouco (...)