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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

26.11.15

Das pausas e dos retornos - o que tenho feito.


a dona do chá

Tempo de leituras e de edição de posts antigos. Este exercício tem sido interessante. Trabalhoso, mas interessante. Por vezes, fico estupefacta com algumas coisas que escrevi no passado e quase tenho vontade de me cobrir com um saco de pano. Inúmeras vezes, o pensamento "Meu Deus, Cátia, o que tinhas na cabeça para escrever isto?" surge com insistência.

Mesmo assim - mesmo munida de uma total auto-avaliação cruel - tem sido construtivo e bom. 

 

12.02.04

Locais de interesse. (5)


a dona do chá

BetaMania

« Afinal, quantas vezes fui salva pela orla das marés de convicções tuas, e não minhas? Eu me deixei incrustar na madeira da tua cama, ouvindo tuas idéias de cabeceira, e foram elas que me fizeram a cabeça, que me salvaram do transtorno de não entender a única coisa que eu tinha: eu mesma. » ( 06.Fevereiro.2004 )

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dias que correm

« faz antes assim: olha-te ao espelho e verás o meu sonho. apenas a tua imagem em fundo negro. » ( 08.Fevereiro.2004)

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3tesas não pagam dívidas

« As democracias modernas estão assentes no ideal francês da Liberdade, Igualdade, e Fraternidade. Mas os franceses parecem que nos querem dizer aquilo que Orwell havia escrito no Triunfo dos Porcos: "Todos os porcos são iguais, mas existem uns mais iguais que outros". No caso francês, o que se impôe é: "Todos os franceses são livres, mas existem alguns mais livres do que outros" . Parece-me demasiadamente perverso para ser verdade. » ( 11.Fevereiro.2004 )

30.01.04

Locais de Interesse. (4)


a dona do chá

Em Busca da Límpida Medida:

« Habita, aí, a quimera e o sortilégio da Límpida Medida./Uma assunção tão pura, tão férrea de fé, que fosse certa, não pudesse nunca estar errada. Pois não seria já assunção. Mas antes consciência. Tudo o que sentisse e pensasse seres, serias. E o mesmo contigo. » ( 21 Janeiro 2004 )

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Literatus:

« E ainda hoje, quando um poema dele me cai nas mãos, penso que houve um tempo em que dizer ¿eu te amo¿ exigia pompa e circunstância, um certo recato, como se o peso das palavras selasse a eternidade. » (dia 27 Janeiro 2004)

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Miniscente:

« Fica sempre por dizer aquele que é o primeiro olhar da manhã. As janelas abrem-se na frente dos olhos e dão-nos o pasto e o gorgolhar íntimo das ondas, talvez um dia nos concedam a evidência. » ( 29 Janeiro 2004 )

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Thelma & Louise:

« Entra, que os meus braços não param de crescer. / como fios eléctricos, estão cruzados, emaranhados. / descarnados não, ainda sonham ouvir Noc Noc. » ( 29 Janeiro 2004 )



 

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17.01.04

Locais de interesse. (3)


a dona do chá


Qoheleth

Provavelmente um irmão em Cristo.

« Contentamento não se trata de obter o que se deseja, mas sim desejar aquilo que já se tem. (...) Sabem porque razão à vezes temos medo e tememos o futuro? É porque às vezes nós pensamos que as nossas necessidades ou as necessidades de alguém que amamos não serão supridas ou preenchidas. Ou então, noutros casos, nós pensamos que aquilo que está a suprir ou preencher as nossas necessidades nos vai ser retirado. A mais profunda das necessidades do nosso coração só pode ser preenchida por Jesus, só em Jesus! » (13 de Janeiro)

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Os Animais Evangélicos

Outros irmãos em Cristo?

« Tenho cada vez mais dificuldades em perceber exactamente o que está por trás daqueles que tudo sabem, que para tudo encontram uma explicação. Porém, também olho com um certo lamento para os que na Bíblia só encontram problemas, contradições e falhas. Por aí se diz que o que é trivial não é relevante. Talvez tenham razão!
Será que a Bíblia é um livro para o século XXI? Esta é a pergunta que incrédulos e crentes dos nossos dias colocam preocupadamente sem perceber a fragilidade e a relatividade da entidade tempo. Pensando ser contemporâneos e actualizados caem precisamente no erro de reduzir a Palavra a uma dimensão temporal. Sem compreender que a História nem sempre foi assim, nem sempre foi tão controlada e estruturada pelo tempo, como hoje o é. Não que a cronologia não seja importante, mas não é certamente determinante nem se sobrepõe ao facto histórico em si. Assim, a relevância da Bíblia não pode ser consignada exclusivamente ao teor da sua própria letra ou mesmo às interpretações mais imediatistas que lhe são dirigidas. Seria demasiado redutor. » (16 de Janeiro)



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Escala Estantes

O Bicho Escala Estantes ressurgiu. Ainda bem.

« E finalmente, depois da hibernação necessária, surge o bicho escala-estantes outra vez. Está tudo arrumado e limpo na livraria, como convém a qualquer inicio de ano que se preze. Já se pode começar outra vez » (10 de Janeiro)

12.01.04

Locais de interesse. (2)


a dona do chá

Horizonte Infinito

Trata-se de um fotoblog assinado por Andrei Gurgel. As fotos são belíssimas (recomendo as dos dias: 10 de Janeiro 2004 e 6 de Outubro de 2003).


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Contra o Tempo e Outra Parte

São dois blogs escritos por Diane Zeit.

No Contra o Tempo li:

« Dia sem trilha sonora, sem grandes dramas, com muito sol e sono. A primeira semana do ano começa tão lenta quanto efêmeras as alegrias do recesso. Nada de retrospectivas, tampouco de expectativas. Sinto algumas saudades, alimento alguns cansaços, como melancia e aprecio o sol que vasculha a tarde.
Eu, Diana, ando imersa em calma. Eu, Zeit, vejo sombra de avalanche por perto. Eu, inteira que não sou, desobrigo-me do cotidiano. »
(dia 5 de Janeiro 2004)

e no Outra Parte deparei com:

« sol... céu azul... sul em revista. solta em cena indelével. ponteiros, páginas, papéis em desordem
tarde suarenta. janeiro. não preciso mais para agora. »
(dia 6 de Janeiro 2004)


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Ponte sobre o Caos

Para além de uma bela template e de uma excelente frase de Paulo Leminsky ( "Haja hoje para tanto ontem" ), também encontrei neste blog textos como este:

« Convites negados, palavras perdidas e desencontradas, indiferença transmutada em preocupação e um afeto esquisito demais para ser verdade ou mesmo mentira. Acho que nem é, mas finge bem. Ou estou caindo novamente nas armadilhas daquilo que vejo, mas não quero ver? Precisarei de óculos de grau? Ah, eu aqui tentando dominar o mundo e veja só: há dois belos mundos querendo me dominar. » (10 de Novembro 2003)

31.12.03

Locais de interesse.


a dona do chá

12.12.03

Os direitos de autor na blogosfera.


a dona do chá

Durante uma semana não escrevi nada, mas acompanhei através da leitura de alguns blogs favoritos ( nomeadamente a Walkwoman e o Papel de Pão ) um facto que gerou grande polémica no universo dos blogs brasileiros, de âmbito mais literário. Tratou-se de um roubo. Podemos considerar a apropriação de textos, fotografias e ideias sem a devida creditação como um roubo, não é mesmo?

A Ticcia, autora do blog Não Discuto descobriu que dois blogs reproduziam textos seus, sem demarcarem a devida autoria. Um dos blogs seria de Helô Abreu; mas este foi deletado após a divulgação do furto. O outro blog é de Gabriela Gomes, que ainda está em funcionamento. ( No post « As mulheres que copiavam » pode-se ler em pormenor sobre este caso.)

Segundo a Ane Walker, 15 autores de blogs reconheceram textos e imagens no dito blog da Gabriela Gomes.

Por outro lado, a Ticcia do Não Discuto é advogada e está estudando alguma forma legal das infractoras serem punidas. Falamos de uma matéria específica - os direitos de autor. Várias questões surgem na minha mente: Como punir alguém que rouba um texto na Internet? E quando falamos de um universo como o dos blogs, onde um nome pode ser apenas um nickname e os dados podem ser inventados, como identificar o infractor? Como funcionam os direitos de autor para casos como esse aqui em Portugal? Mais: alguém já ouviu falar de um caso semelhante a este, no contexto da blogosfera portuguesa?

Apelo ao Rui, talvez ele saiba me esclarecer o que a lei diz sobre estes casos. E quem tiver algo a dizer, que fale. Eu estarei aqui para ouvir. Parece ser um assunto para um interessante e produtivo debate.

03.12.03

Os dois lados do espelho.


a dona do chá


« Gosto de pensar que há um mundo paralelo. Ou antes, vários. Onde os caminhos que seguimos são outros. Onde as vidas que temos são diferentes. Onde os dias que vivemos, no entanto, duram iguais 24 horas. Quantas vezes já não me terei cruzado comigo mesma? Não tenho medo algum de viver, pelo contrário, fascina-me. Mas na desenfreada roda-viva em que andamos, o tempo escasseia ainda mais depressa. Juntando todos estes mundos, no fim de uma vida teríamos feito tudo! Haveria melhor??? »

dito pela D. do blog Leite.de.Creme