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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

26.11.15

Das pausas e dos retornos - o que tenho feito.


a dona do chá

Tempo de leituras e de edição de posts antigos. Este exercício tem sido interessante. Trabalhoso, mas interessante. Por vezes, fico estupefacta com algumas coisas que escrevi no passado e quase tenho vontade de me cobrir com um saco de pano. Inúmeras vezes, o pensamento "Meu Deus, Cátia, o que tinhas na cabeça para escrever isto?" surge com insistência.

Mesmo assim - mesmo munida de uma total auto-avaliação cruel - tem sido construtivo e bom. 

 

08.08.13

(assim, de repente, 10)


a dona do chá

Ao mudar a template do blogue, olho para a lista do arquivo e dei-me conta de que neste mês o meu "Chá de Menta" celebra 10 anos de vida. A constatação cai em mim como uma surpresa inesperada. A realidade é que nunca pensei que duraria mais de um ano, quanto mais de 10.

 

Este espaço discreto, silencioso e solitário tem sido um companheiro fiel. Em algumas alturas, tive dissabores no resultado do que escrevo, o dito julgamento fácil. Maioritariamente, a alegria e o prazer derivado do simples facto de partilhar e escrever tornou-se uma almofada que me tem confortado. Com o tempo aprendi que nem tudo o que lemos nos blogues é ficção e nem tudo o que se escreve é auto-biográfico. E foi engraçado "brincar" com isso. De certo forma, confundir quem lê e ter a posse da totalidade do significado do que se expressa. É uma forma diferente de poder e, talvez, seja das poucas que me agrada porque com ela não estou a subjugar, apenas a espicaçar.  


O Sr. Tempo é uma pessoa laboriosa e que não faz grandes alaridos, e aqui no blogue ele fez a sua passagem na sua maneira incisiva e metódica. Consigo ver na linha do horizonte do meu blogue tudo o que me tem acontecido. Tudo começou no verão de 2003 e, lembro-me, foi um Agosto extremamente quente. Desde desse, já mudei de casa duas vezes, casei com aquele que tem sido o amor da minha vida desde os 16 anos, perdi a minha sogra para a doença impiedosa poucos meses depois de casar-me, fui abençoada com mais três sobrinhos, estive no Brasil a rever a família e amigos (e foi sensacional!), uma sobrinha ingressou na universidade, entrei na espiral de seguidas fases de declínio da saúde do meu pai a culminar este ano na sua morte, recebi a maior de todas as bênçãos que é a de gerar uma vida. Tantas outras coisas aconteceram. Tantas. A vida amassa e molda. Muitas vezes, joga-nos no chão para entendermos que não somos perfeitos, que não controlamos todas as coisas e que não somos nem eternos e nem ultra-poderosos. A vida mostra-nos que somos seres absolutamos imperfeitos e, por isso, humanos. 

Quando olho para o blogue, é nisto que penso: em todas as quedas, desalentos e travessias por longos invernos. Mas, simultâneamente, na dimensão do aprendizado que o tempo me tem concedido e em todas as coisas boas, belas e duradouras que permanecem. Em tudo isto, eu vejo Deus.

 

Não sei se o meu bloguesito viverá mais 10 anos. Continuo com a intenção de não planear e apenas seguir a intuição. 

26.11.03

Comentar os comentários.


a dona do chá

Dantes eu não "comentava os comentários" (uma repetição necessária) aqui feitos, achava que deveria ser um espaço de liberdade para quem entrasse, casualmente ou não, neste local. Mas começo a perceber que o meu silêncio poderia ser entendido como indiferença ou ausência, e tal não acontece. Aprecio todos os comentários, sejam eles positivos ou negativos. Agrada-me a partilha de ideias.
Então, a partir de agora, vou "invadir" a caixa dos comentários.
Espero que não se importem...

29.10.03

"Querer".


a dona do chá

 

« Querer - não ter tempo de não ter tempo... porque eu quero que a vida passe por mim, mas comigo. Quero poder ver o sol nascer enquanto puder, e despedir-me dele enquanto me deixar. Quero sentir na pele o vento salgado que vem do mar, quero retribuir-lhe por contemplação. Quero conhecer oportunidades, momentos e pessoas. Quero guardar momentos, pessoas e memórias. Quero lembrar pessoas, memórias e vidas. Não quero esquecer memórias. E quero presenciar vidas. Quero partilhar vitórias com quem de direito. Com quem eu sou eu, com quem o nós só faz sentido. Quero sorrir sem motivo. Quero aproveitar. Não quero deixar de sonhar nem perder a força e vontade de tentar. Quero não me arrepender. E quero dar a volta ao meu mundo. E queria que ainda estivesses aqui, neste tempo. Pudera eu trocar todos os meus quereres... »

Escrito por D., no blog Leite de Creme.

25.10.03

Deslumbramento. (1)


a dona do chá

Esta semana tenho escrito pouco. Todos os dias dedico um tempo para ver os meus blogs preferidos e para conhecer novos blogs também. E nesta semana aconteceu-me uma coisa estranha. Dei por mim deslumbrada com alguns blogs. Há blogs que já me deslumbravam, cada um por motivos diferentes. Escrita, conteúdo, imagens, senso de humor, verdade, sinceridade, e partilha são factores que me despertam a atenção. A medida que o tempo passa (e já leio alguns blogs há muito tempo) percebo que há grandes pessoas neste meio. Não sei se me faço entender com esta afirmação. Não estou a falar de popularidade. Estou a falar de pessoas que trazem dentro de si algo de belo e de brilho, que transborda a superfície de um ecrã. E isso me deslumbra. Todos os dias eu aprendo, me comovo, sofro, rio (sorrio também), irrito-me e reflito por causa do que tenho lido. Inúmeras são as vezes que leio algo e vejo em determinada pessoa um gosto ou pensamento em comum. Por outro lado, também encontro ideias opostas, e isso representa sempre um desafio.

O Pedro do Icosaedro disse há uns dias que "o nível de partilha de experiência proporcionada por um blog é, para mim, fascinante e revolucionário". Concordo.