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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Antes do momento final.

12.12.03, a dona do chá
« O mar dança, mas devagar. Nada de orações, nada de lamentos, nada. O mar dança, mas devagar olhar-me-á enquanto morrer? » Alessandro Baricco, Oceano Mar

Perfeição irrepetível.

18.11.03, a dona do chá
« No círculo imperfeito do seu universo óptico a perfeição daquele movimento oscilatório formulava promessas que a unicidade irrepetível de cada onda condenava a não serem mantidas. Não havia maneira de fazer parar aquela sucessão contínua de criação e destruição. Os seus olhos procuravam a verdade descritível e regulamentada de uma imagem certa e completa: acabavam, pelo contrário, por correr atrás da móvel indeterminação daquele vaivém que embalava e escarnecia de (...)

Tipos.

05.11.03, a dona do chá
A única pessoa que realmente me ensinou alguma coisa, um velho que se chamava Darrell, dizia sempre que existem três tipos de homens: os que vivem diante do mar, os que se aventuram mar adentro, e os que do mar conseguem voltar, vivos. E dizia: vais ver que surpresa quando descobrires quais são os mais felizes.  Alessandro Baricco, Oceano Mar

"Talvez tu saibas".

14.10.03, a dona do chá
No peitoril da janela de Bartleboom, desta vez estavam sentados dois. O menino habitual. E Bartleboom. As pernas a pender, no vazio. O olhar a pender, sobre o mar. - Ouve, Dood... Dood, chamava-se o menino. - Visto que estás sempre aqui... - Mmmmh. - Talvez tu saibas. - O quê? - Onde é que tem os olhos, o mar? - ... - Porque os tem, não é? - É. - E onde raio estão? - Os navios. - Os navios o quê? - Os navios são os olhos do mar. Fica estarrecido, Bartleboom. Desta (...)

Viagem.

02.10.03, a dona do chá
 Para que ninguém possa esquecer o quanto seria bom se, por cada mar que nos espera, houvesse um rio, para nós. E alguém - um pai, um amor, alguém - capaz de pegar na nossa mão e de encontrar esse rio - imaginá-lo, inventá-lo - e na sua corrente pousar-nos, com a leveza de uma única palavra, adeus. Sem dúvida, seria maravilhoso. Seria doce, a vida, qualquer vida. E as coisas não magoariam, mas aproximar-se-iam trazidas pela corrente, poder-se-ia primeiro aflorá-las depois de (...)