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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

( breve e usual )

21.04.12, a dona do chá
Ainda me questiono, com a idade que tenho, qual será o meu talento e qual será realmente o meu papel na vida. Atormenta-me esta incrível sensação de ser tão pequena diante de um mundo tão gigantesco.

(se eu soubesse a resposta para cada pergunta...)

26.03.12, a dona do chá
se eu soubesse a resposta para cada pergunta e cada questão que deve ser colocada para cada resposta não seria sequer necessário viver. certo? custa viver na ausência de respostas e na busca de compreensão. então, eu que mastigo pensamentos entre as horas dos meus dias de lonjuras não consigo alimentar-me desta premissa tão simples, tão certa e tão evidente. não consigo. dizem que a vida é simples e que nós é que complicamos. dizem isso e penso. dizem isso e questiono. dizem (...)

(de repente, 36)

05.01.12, a dona do chá
Um dia de sol em véspera de Reis. Um dia de sol, quase primaveril. As pessoas andavam pelas ruas devagar, bem devagar. Absorviam cada centímetro de sol. Acredito que queriam carregar dentro delas aquele vestígio de calor. O sol tem esta capacidade de tornar-nos mais felizes e mais dispostos a viver. Posso estar enganada, mas pareceu-me que as pessoas que passavam na rua sorriram mais hoje do que ontem. Eu sorri também.   Um dia de sol e sorrisos ambulantes. Um dia de sol e, de (...)

(verdade inequívoca)

14.11.11, a dona do chá
um raio, um lampejo, uma explosão, uma queda, uma pancada. qual seria a palavra certa para definir a tomada de consciência da inaptidão? a verdade, quando surge diante dos olhos, é inequívoca. a verdade, quando revelada, não há como voltar atrás. a verdade é a maior das ingratidões: não permite que se adormeça em devaneios.    um: quem pensas que és? outro: ninguém. não sou ninguém.

(não ter como nem onde)

12.11.11, a dona do chá
a voz ordena a escrita, grita. a voz ordena que seja dito, insiste. a voz, a voz, a voz. a escrita, a escrita, a escrita. tens de escrever. tens. tem de ser. não pode ser. dizer o que não deve ser dito. dizer o que se pensa. dizer as lavas do coração em chamas. escrever e dizer. dizer e falar. falar e ouvir. ouvir e ferir. ferir e sofrer. não escrever e não dizer e não falar e não ouvir e não ferir e sofrer. espremer a normalidade e vestir a certeza de que nem tudo pode ser dito, (...)

( a distância e o amor )

14.04.11, a dona do chá
"são 00:42, a minha razão não me deixa escrever com a tua razão. o que se passa é o seguinte, passamos horas do nosso dia sem nos vermos, sentimos falta um do outro, mas a razão atrapalha. temos vivido alguns dias de muito "tu", de muito "eu", mas na verdade os dias que eu mais gosto são os "nós".não percebo o que se passa, será que sou eu que sou impaciente ou és tu? lá está, voltamos ao eu e tu,  e porque não somos nós? Nós somos impacientes, nós cometemos erros, nós (...)

( crónicas do Rio 2 )

13.01.11, a dona do chá
A despedida começa no momento da chegada. Dentro daquele misto de ansiedade, expectativa e euforia da chegada, há um pequeno instante de consciência da verdade: de que a alegria da chegada em breve dará lugar a dor da despedida.  Uma verdade outrora cantada pelo Poeta. Naquele breve momento de encontro de olhares e de reconhecimento de rostos tão queridos, sabemos de antemão que haverá o desencontro.   Três dias antes da partida, este conhecimento torna-se tão latente e tão (...)

(borboletas na barriga 2)

06.10.10, a dona do chá
conhece bem este velho gosto do inusitado. de não saber o que lhe está reservado. este desafio de dar um passo no escuro. de olhar em frente, de ver e, finalmente, de entender.