Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

(...)

08.01.16, a dona do chá
"O desenvolvimento intelectual e moral não é menos indispensável do que o melhoramento material. Saber é um viático, pensar é de primeira necessidade; a verdade é tanto alimento como o pão. Uma razão, em jejum de ciência e de saber emagrece. Lastimemos, do mesmo modo que os estômagos, os espíritos que não comem. Se há alguma coisa mais pungente do que um corpo agonizante por falta de pão, é uma alma morrendo à fome de luz. (...) Nós que cremos o que podemos temer? As (...)

Lendo Os Miseráveis. (3)

07.01.16, a dona do chá
Escolha o meio adequado de leitura. Na altura em que comprei o livro de Os Miseráveis não havia muito por onde escolher. Basicamente, era publicado pela Europa-América. Entretanto, encontrei uma edição da Mel Editores e foi esta que adquiri. No Brasil, algumas editoras fazem a edição em dois volumes e talvez seja uma boa opção porque realmente o livro é volumoso.  No dia-a-dia de leitura constatei que somente com o livro físico a leitura não rendia adequadamente. Eu já (...)

Lendo Os Miseráveis. (2)

07.01.16, a dona do chá
Se for ler este livro, dedique-se só e unicamente a esta leitura. A minha experiência com este livro tem sido bem diferente das leituras que habitualmente faço. Isto porque porque tenho a tendência para ler mais de um livro ao mesmo tempo. Raramente leio só um. A única explicação que encontro é que gosto de alternar livros quando estou a ler. Então, isto se tornou um percalço quando comecei a ler Os Miseráveis. Comecei em fins de Junho e enquanto lia tudo corria bem, mas (...)

Lendo Os Miseráveis. (1)

07.01.16, a dona do chá
Desde 2012 que cultivava a vontade de ler Os Miseráveis. Sempre gostei desta história (que conheci através de série televisiva e de filmes) e também da banda sonora do musical. Então, quando veio ao meu conhecimento em 2012 de que seria lançado um filme/musical sobre a obra, a vontade voltou em força. Planeei ler a obra antes da estreia do filme, o que não consegui cumprir. Acabei por ir ver o musical no dia do meu aniversário em 2013 (e amo esse filme!) e o livro foi ficando de (...)

Meta de Leitura. (2)

01.01.16, a dona do chá
Para 2016 estabeleci uma meta um pouco diferente dos anos anteriores. Dantes era apenas uma meta quantitativa ambiciosa que gerasse em mim um compromisso com a leitura. Se, por um lado, criava uma certa pressão; por outro lado, ajudava a sistematizar uma rotina de leitura que tem tido um resultado muito bom na minha vida. Após dois anos seguidos, cumpri a meta e conclui de que sou capaz de levar a cabo uma rotina consistente de leitura. Neste ano estabeleço o auto desafio qualitativo. Est (...)

Em Teu Ventre.

05.10.15, a dona do chá
"Aquilo que entendemos está fechado em nós. Aquilo que procuramos entender está fechado nos outros." José Luís Peixoto (Aguardo ansiosamente pelo lançamento deste livro.)    

Lombadas. (2)

07.11.03, a dona do chá
Estava ela alí, diante de mim. Discreta, escondida numa lombada verde pálido. Quase anónima. Toquei com os dedos a superfície rugosa da lombada, e retirei o livro antes que aparecesse alguém com a mesma ideia (confesso, é o egoísmo da possessão...). Abro o livro a meio (podia ter sido a primeira ou a última folha, deixo ao acaso) e pouso no seguinte poema:   « Onde habite o esquecimento, Nos vastos jardins sem madrugada; Onde eu seja somente Lembrança de uma pedra sepultada (...)

Lombadas. (1)

07.11.03, a dona do chá
Mergulhar na leitura consola-me. Nos dias em que estou triste, sem saber ao certo a razão, procuro ler ou reler um livro que eu tenha em casa. Noutras alturas, faço uma busca nas prateleiras da Biblioteca Municipal. Tento reflectir no silêncio sussurrante desse local. Diria que é um caso ou de persistência crónica ou de fé ingénua, já que o silêncio não é a característica - digamos - inata da Biblioteca. Abandono, portanto, a intenção de silêncio, e tento depositar uma (...)

Tipos.

05.11.03, a dona do chá
A única pessoa que realmente me ensinou alguma coisa, um velho que se chamava Darrell, dizia sempre que existem três tipos de homens: os que vivem diante do mar, os que se aventuram mar adentro, e os que do mar conseguem voltar, vivos. E dizia: vais ver que surpresa quando descobrires quais são os mais felizes.  Alessandro Baricco, Oceano Mar

Sobre o "dito pelo poeta".

21.10.03, a dona do chá
Gosto de pensar que o poema é « rigor e desmedida », « um sim e um não, e ainda um plácido talvez ». Mas gosto ainda mais de pensar que neste equilíbrio entre opostos, estamos todos nós - enquanto leitores - desconstruindo e construindo o poema, num processo interminável ( ou não? ) de significações. O leitor também é um ser solitário.