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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

( flocos de neve ou pedras de gelo )

11.01.10, a dona do chá
ela aconchega as golas do casaco e pensa porque será que ainda não comprou um par de luvas. as mãos estão geladas. como é bom ter alguém do seu lado que lhe dá a mão e transmite calor. depois de dias frios e de pessoas ainda mais gélidas, ela conclui que é bom tê-lo ao seu lado e saber que ele é aquele que a consola e que lhe transmite calor. ela coloca o chapéu na cabeça e vai em direcção ao seu destino de caminhante. a estrada tem sido longa. ela não a teme. não a (...)

( 34 + 1 )

06.01.10, a dona do chá
o meu coração encheu-se de alegria nestes últimos três dias. o meu querido Gual. a me encher de carinho e amor. foi bom ouvir o meu irmão F. a me dar os parabéns no dia anterior (para ter a certeza de que eu ia receber), foi também bom ouvir a voz do meu irmão A. e da minha cunhada R. ontem logo de manhã, fiquei tão tão feliz. torno-me até repetitiva. um beijinho da minha cunhada M. . felicitações da amiga Lu. telefonemas perto do fim do dia de ontem deram uma (...)

( 34 )

05.01.10, a dona do chá
  Acordo e me recordo dos dias passados. O meu percurso. Como uma caminhante, avanço com passos ora firmes ora vacilantes. Há um ano tinha a certeza nas mãos como um tesouro que podia exibir diante de quem quer que fosse. Podia dizer  “olha, vê aqui, nas minhas mãos, nos meus olhos. Tenho tantas certezas, tantos sonhos”.  Hoje posso dizer que algumas certezas cairam e que outras se levantaram. Os meus olhos têm visto de tudo um pouco. Algumas vezes, embaciam de (...)

( musicais )

13.12.09, a dona do chá
  - O que nos deveria pertencer -   Eu adoro musicais. Desde pequena que eu amo este estilo de filme. Sempre adorei ver aqueles clássicos em que tudo era beleza e fantasia. Tudo e todos retratavam-se através da música e da dança. Diz-se que este é um estilo que ou se ama ou se detesta. Uma das razões que as pessoas que detestam apontam é o facto de ser ridículo o facto das pessoas desatarem a cantar e a dançar pela rua fora, por cima dos carros, etc quando isto não acontece (...)

Da condição de ser estrangeiro.

05.03.04, a dona do chá
Ao ingressar na Universidade, no dia de apresentação de uma cadeira, estavam todos os alunos do curso num anfiteatro e a "Sra. Dra." - com toda a pompa e circunstância da sua posição de "superioridade" - dirigia-se a cada aluno a indagar o nome, a idade, o lugar de origem e (destaque-se o requinte da questão) se o curso tinha sido a primeira opção na candidatura. Quando chegou a vez de uma aluna, ela respondeu automaticamente, sem grandes detalhes. Então, a "Sra. Dra." diz-me (...)

Vestígios de casa. (3)

21.10.03, a dona do chá
Somente após o apelo das cigarras, é que a tarde começava a cair. No ar hesitava um cheiro meio acre a mornidão. Um fim de dia se firmava na lua, tímida palidez no céu. Primeiro uma, depois duas, no minuto seguinte eram milhares de cigarras. As cantoras invisíveis, habitantes da vegetação densa. A pele respira este apelo das cigarras, de que a noite em breve vem, de que o dia deixou de ser. Lentamente. Sentada no muro do terraço assistia a tudo isso impávida. Pés descalços a (...)

Sementes. (1)

19.09.03, a dona do chá
Esta semana perdi-me em alguns pensamentos. Lembranças de infância, fotos cravadas na memória, os primeiros anos de estudante. Isto acontece-me frequentemente em fases em que tenho de tomar decisões ou concretizar acções. Desta vez, um factor, posso dizê-lo, meio ridículo pesou. Aconteceu-me, na semana passada, de acidentalmente pousar os olhos no ecrã da televisão. Estava a passar um filme na RTP 2. Não consigo lembrar em que dia foi. Era um filme baseado num livro de