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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

(breves)

13.07.13, a dona do chá
Acordar, trabalhar e dormir cansada. A vida tem sido tão igual apesar da realidade ter sido modificada. Confesso-me cansada, com uma pontada de desânimo. O ano vai a meio e vai ser mais um ano sem descanso. Férias, então, nem pensar. Novamente.    -- Também confesso-me cansada dos discursos pessimistas, "isto vai cá uma crise" e "isto a tendência é piorar". De igual forma, já causa fastio o discurso optimista "tudo se vai resolver" e "não podemos peder a esperança". E um (...)

(29 de Abril)

18.05.13, a dona do chá
"Limpará de seus olhos toda a lágrima e não haverá mais morte; nem haverá tristeza, nem choro nem dor. Tudo isto pertence, para sempre, ao passado." Apocalipse 21:4

(...)

17.05.13, a dona do chá
[1935-2013] Sem querer, espero ouvir a tua voz. Ouvir o teu respirar. Ouvir-te, simplesmente. Mas tu já não estás cá e a tua ausência é esmagadora.  

( lista movediça )

13.10.12, a dona do chá
A impertinência da arrogância é um sinal de fraqueza de carácter. Se com o pé esmagam-se formigas, com a palavra proferida assassina-se o coração. O dever de honrar é a fronteira última que impede o total desapego. O coração é um órgão de fogo e o amor é incontestável mas o respeito esmorece. A lista de prioridades move-se. Um dia o cuidado foi uma prioridade. Não mais.

( empurrada )

09.09.11, a dona do chá
[ por vezes, sem querer, acabo por pensar que isto de acreditar em algo é uma forma que encontramos de fugir à insanidade. munida de convicções e de verdades, encontro-me diante de mim mesma perplexa com a invalidade das mesmas. estou nauseada com a falta de amor, com o egoísmo e com a tendência escravizante dele. não há idade, doença, dificuldade que o ensine a ser alguém melhor. não. então, por vezes, sem querer, dou comigo a pensar que isto não tem solução. não há (...)

O Porto Inspira-me

19.08.11, a dona do chá
Invulgarmente, neste fim-de-semana, fizemos um passeio com os meus padrinhos e com a minha prima E. Estivemos, eu e o G., a mostrar a Baixa do Porto e a zona da Ribeira. Esta paisagem sempre me tira o fólego... O Porto é uma cidade lindíssima!           (...)

( o calor e a memória )

07.04.11, a dona do chá
  Está um calor invulgar para este tempo e involutariamente lembro-me de outras paragens. Lembro-me do calor do Rio. A memória voa pelos rostos do meu irmão, da minha cunhada, sobrinhos, primas, padrinhos e amigos. A memória tem esta característica de nos fazer voar e reviver. A memória tem esta coisa boa que é fazer o coração bater mais rápido e rugir impiedosamente. A (...)

( o homem que quer chegar aos 100 anos )

30.09.10, a dona do chá
O meu pai hoje completa 75 anos de vida.   Em diversos momentos, ao longo deste ano e do anterior, eu me questionei se isto seria possível. Se ele viria a completar mais um ano de vida. No ano passado, estive concentrada em lutar pelo seu estado de saúde e por cuidar dele. Foi um ano difícil. Um tempo de restrições e questionamentos. Um tempo de ver em prova os meus limites enquanto pessoa. Desci fundo. Desci ao ponto de esquecer quem eu sou. Desci ao ponto de duvidar e questionar (...)

(papel pardo)

07.09.10, a dona do chá
O envelope em papel pardo. O envelope com a dimensão de um abraço. O envelope contendo um gesto de amor. Os olhos que enxergam e não acreditam. Mas é verdade. O amor realmente surge de forma inesperada. Os olhos sentem o salgado gosto da emoção.