(agora, neste momento)
15.01.12, a dona do chá
Ter 36 anos não faz de mim alguém melhor. É mais do que eu pensei poder alcançar. Bem mais.
Ter 36 anos torna-me alguém consciente dos meus limites, estou bem perto deles. Bem perto. Demasiado perto.
Ter 36 anos ensinou-me a ver quem me ama de verdade. São poucos. Os verdadeiros nunca se esquecem de mim. Nunca.
Ter 36 anos e estar em contagem regressiva.
Hoje não me sinto bem. Não costumo escrever assim tão claramente, mas hoje não me sinto bem. Nada bem.
Hoje não quero ser a pessoa que se preocupa com tudo e com todos. Não quero dar uma palavra amiga. Não quero ouvir. Não quero.