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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

(...)

11.01.10, a dona do chá

A medida do Abismo

 

Não é o grito

a medida do abismo?

Por isso eu grito

Sempre que cismo

Sobre a tua vida

Tão louca e errada...

 

-Que grito inútil!

-Que imenso nada!

 

 

Vinícius de Moraes

(...)

11.01.10, a dona do chá

"You with the sad eyes

Don't be discouraged
Oh I realize
It's hard to take courage
In a world full of people

You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful

like a rainbow."

 

True colors, Cyndi lauper

( flocos de neve ou pedras de gelo )

11.01.10, a dona do chá

ela aconchega as golas do casaco e pensa porque será que ainda não comprou um par de luvas. as mãos estão geladas. como é bom ter alguém do seu lado que lhe dá a mão e transmite calor. depois de dias frios e de pessoas ainda mais gélidas, ela conclui que é bom tê-lo ao seu lado e saber que ele é aquele que a consola e que lhe transmite calor. ela coloca o chapéu na cabeça e vai em direcção ao seu destino de caminhante. a estrada tem sido longa. ela não a teme. não a lamenta. apenas receia. os seus medos são tantos que não lhe chega as duas mãos juntas. mas tem um outro tanto de certezas que equilibram os seus medos. e também tem da presença dele, que com as mãos unidas às suas confere-lhe força.

ela se sente fraca e débil, por vezes. desiludida. mas caminha.

 

( 34 + 1 )

06.01.10, a dona do chá

o meu coração encheu-se de alegria nestes últimos três dias. o meu querido Gual. a me encher de carinho e amor. foi bom ouvir o meu irmão F. a me dar os parabéns no dia anterior (para ter a certeza de que eu ia receber), foi também bom ouvir a voz do meu irmão A. e da minha cunhada R. ontem logo de manhã, fiquei tão tão feliz. torno-me até repetitiva. um beijinho da minha cunhada M. . felicitações da amiga Lu. telefonemas perto do fim do dia de ontem deram uma cor especial. e hoje conversar com a  minha querida amiga D. fez diminuir a distância que o oceano aumenta. foi bom partilhar gargalhadas e uma promessa de um vôo de asa delta, quem sabe? sinto-me capaz disto e de muito mais. ler o email da minha prima E. e da minha amiga Clau. foram pequenas coisas e pequenos gestos que me fazem relembrar que há pessoas que me amam realmente.

 

sem querer copiar um ditado, eu diria que "amor com amor se alimenta, e com desdém desfaz". não rima, é bem verdade. mas faz todo o sentido para mim.

( 34 )

05.01.10, a dona do chá

 

Acordo e me recordo dos dias passados. O meu percurso. Como uma caminhante, avanço com passos ora firmes ora vacilantes. Há um ano tinha a certeza nas mãos como um tesouro que podia exibir diante de quem quer que fosse. Podia dizer  “olha, vê aqui, nas minhas mãos, nos meus olhos. Tenho tantas certezas, tantos sonhos”.  Hoje posso dizer que algumas certezas cairam e que outras se levantaram. Os meus olhos têm visto de tudo um pouco. Algumas vezes, embaciam de cansaço. Marejam de ansiedade. Enxergam o caminho. Mas não alcançam o que virá a seguir da curva.
Tenho tido lições. A vida tem me mostrado muita coisa. Não sei é se tenho tido a capacidade de aprender. A estrada é sinalizada, a questão é se eu sei ler-lhe as indicações. E alguns destes sinais, quando surgem, estão escondidos. Subterrâneos. Outros são evidentes. Paralizo constantemente diante deles. A minha mente pede-me pausa.
Carrego em mim um cansaço que se me agarra às costas como uma sombra. Agarra-se, arrasta-se, engole-me. Mas, há dias, que vejo em mim alguma força. Alguma tenacidade. Uma teimosia. Então se há fases de melancolia, por outro lado sei dominá-las de tal forma que não se metamorfoseia em tristeza. Tenho ganho calo. Carapaça. Não é qualquer coisa que me atinge. Embora a injustiça ainda me incomode. Não a suporto. O contacto diário com uma possível perda tem moldado a minha maneira de ser. É bem certo que tenho os meus medos, as minhas incertezas, as minhas angústias; mas não me permito ir abaixo.
Chego aos 34 anos com todas as incertezas e com todas as certezas possíveis.
Chego aos 34 anos com todos os medos e receios.
Chego aos 34 anos com a convicção de que tenho feito ( e já o disse há um ano ) o meu melhor. Tenho me empenhado, tenho abdicado, tenho me entregado.
Chego aos 34 anos consciente de que esta pode ser a idade em que eu perca o meu pai.
Chego aos 34 anos consciente também de que poderá ser um reinício para o meu pai.
Chego aos 34 anos ansiosa por estabilidade mas feliz pela provisão na instabilidade.
Chego aos 34 anos com a certeza de que quero ser mãe mas não sei o serei.
Chego aos 34 anos com a conclusão de que tenho feito muito por muitas pessoas e que elas não são o que eu esperava. Talvez eu seja decepcionante também.
Chego aos 34 anos grata pelo meu marido, pela minha família e amigos. Grata à Deus por todas as coisas.
Chego aos 34 anos a me sentir tão criança como quando tinha 13 anos. A ter alegria nas pequenas coisas. Ao mesmo tempo, sinto-me finalmente em entrar numa fase mais adulta.
Chego aos 34 anos e finalmente compreendo o texto de II Coríntios 12:9-10
“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.”
Chego aos 34.

(doces sem açúcar 5 )

05.01.10, a dona do chá

O meu projecto pessoal “Natal sem Açúcar” correu razoavelmente bem.  Houveram alguns percalços, mas o balanço final positivo. No meu entender, não passar a noite no hospital com o meu pai com a glicemia elevada é algo extremamente positivo. Desde já, agradeço às minhas primas E. e S. e a minha madrinha por me terem enviado o adoçante para poder realizar as receitas e outros ingredientes também.

 

Manuseio de ingredientes: Eu nunca tinha feito doces com adoçante e outros ingredientes diet e confesso que tive algumas dificuldades. Eu também estava um pouco insegura porque não tive tempo de testar antes do Natal. Então foi um salto no escuro. Descobri algumas coisas, que deve ser óbvio para muitos, mas que para mim foi novidade. Uma delas é que o adoçante como é mais fino do que açúcar, ao bater com os ovos e com a margarina não fica com a mesma textura fofa. Outra coisa que descobri: um bolo feito com farinha integral não cresce da mesma maneira que o bolo feito com a farinha de trigo normal. Pelo menos comigo não cresceu da mesma forma, mesmo utilizando fermento. Até o gosto a doce do adoçante não fica da mesma forma. Se traduzisse a diferença em cores, eu diria que o açúcar é rosa-choque e o adoçante é como se fosse um rosa velho mais em tom pastel.
Manuseio das receitas: Algumas das receitas que eu vi não consegui concretizar. Outras inventei mesmo na hora.
tarte de cafe
bolo de kiwi
bolo de bolacha de queijo
Falta aqui outras imagens de um doce que foi um total desastre, congelou demais e depois derretou todo. Também teve maçã assada, sem açúcar com canela. Pelo que tenho lido as maçãs e a canela são grandes aliados dos diabéticos. A única receita que eu segui de uma revista foi a da primeira imagem, era uma receita de bolo rei. Porém, mudei alguns ingredientes. As outras receitas eu inventei na hora mesmo. Depois eu falo em pormenor sobre isso.
Balanço: foi o natal  com menos sabor a natal, no que diz respeito aos doces. Foi uma noite divertida, bem humorada e saudável. Fizemos um amigo oculto e foi bastante divertido. O meu pai estava feliz, o que me deixa também feliz e tranquila. Todos auxiliaram para que este natal corresse bem. Quanto a confecção das receitas fiquei com a certeza de que tenho de praticar mais para melhorar.

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