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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

10.05.06

(NO DIA DAS MÃES)


a dona do chá

A morte tem a tendência de juntar famílias. O preto é o pano de fundo que encerra a dor. Uma ausência que guarda e relembra outras ausências [o facto de ser o dia da mãe não ajuda]. O consolo reside na certeza de que findo o sofrimento de meses ele, finalmente, encontrara descanso. Mas este consolo não altera o sofrimento de quem ama e sente saudades.
Segue-se a cerimónia, as homenagens e o reafirmar da integridade moral daquele que partiu. "Já está com Deus" [ninguém duvida disto - mesmo aqueles que, por mero acaso, não acreditam em Deus].

No fim, pairava a promessa de rever a família mais vezes, as palavras circunstanciais dos (des)conhecidos e a terra revolvida.

Foi uma manhã cinzenta, triste e um pouco fria.

08.05.06

( DEIXA LÁ ISSO! )


a dona do chá

Não podia compreender esta necessidade infindável de encontrar o sentido das coisas. Ela sabia que isto de encontrar respostas é quase sempre uma estrada de via única que termina numa rua sem saída.
Não seria caso de lhe dizer que se ocupasse com outras coisas?

06.05.06

( DESCONHEÇO )


a dona do chá

Demasiadas perdas num curto espaço de tempo. Desconheço a verdade daqueles que afirmam que o tempo e a vivência nos ajudam a esquecer a dor. A dor é sempre a mesma em qualquer idade.