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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

A Rainha do Sul. (2)

25.01.04, a dona do chá

« Tinha parado outra vez e olhava-a de novo. Até aqui posso chegar eu, diziam os seus olhos claros. O resto é contigo.
- Estou a ficar sozinha, Oleg.
Estava imóvel diante dele, e a rebentação da água escavava a areia sob os seus pés a cada refluxo. O outro sorriu amistoso, um pouco distante. Triste.
- Que estranho ouvir-te dizer isso. Julgava que tinhas estado sempre só. »

Arturo Pérez-Reverte, A Rainha do Sul

Locais de interesse. (3)

17.01.04, a dona do chá


Qoheleth

Provavelmente um irmão em Cristo.

« Contentamento não se trata de obter o que se deseja, mas sim desejar aquilo que já se tem. (...) Sabem porque razão à vezes temos medo e tememos o futuro? É porque às vezes nós pensamos que as nossas necessidades ou as necessidades de alguém que amamos não serão supridas ou preenchidas. Ou então, noutros casos, nós pensamos que aquilo que está a suprir ou preencher as nossas necessidades nos vai ser retirado. A mais profunda das necessidades do nosso coração só pode ser preenchida por Jesus, só em Jesus! » (13 de Janeiro)

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Os Animais Evangélicos

Outros irmãos em Cristo?

« Tenho cada vez mais dificuldades em perceber exactamente o que está por trás daqueles que tudo sabem, que para tudo encontram uma explicação. Porém, também olho com um certo lamento para os que na Bíblia só encontram problemas, contradições e falhas. Por aí se diz que o que é trivial não é relevante. Talvez tenham razão!
Será que a Bíblia é um livro para o século XXI? Esta é a pergunta que incrédulos e crentes dos nossos dias colocam preocupadamente sem perceber a fragilidade e a relatividade da entidade tempo. Pensando ser contemporâneos e actualizados caem precisamente no erro de reduzir a Palavra a uma dimensão temporal. Sem compreender que a História nem sempre foi assim, nem sempre foi tão controlada e estruturada pelo tempo, como hoje o é. Não que a cronologia não seja importante, mas não é certamente determinante nem se sobrepõe ao facto histórico em si. Assim, a relevância da Bíblia não pode ser consignada exclusivamente ao teor da sua própria letra ou mesmo às interpretações mais imediatistas que lhe são dirigidas. Seria demasiado redutor. » (16 de Janeiro)



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Escala Estantes

O Bicho Escala Estantes ressurgiu. Ainda bem.

« E finalmente, depois da hibernação necessária, surge o bicho escala-estantes outra vez. Está tudo arrumado e limpo na livraria, como convém a qualquer inicio de ano que se preze. Já se pode começar outra vez » (10 de Janeiro)

Discernimento.

16.01.04, a dona do chá

Quero caminhar, de alguma forma, dentro da lógica do discernimento. Olhar para o invólucro dos factos, das palavras e das acções, e encontrar o que está por trás, escondido. Ou pelo menos, vislumbrar sinais. Ir além das aparências. Há um ténue, mas opaco, véu que nos afasta do significado de muitas coisas.
Quero apenas não me perder no facilitismo e na leviandade com que se esvai o mundo.

Locais de interesse. (2)

12.01.04, a dona do chá

Horizonte Infinito

Trata-se de um fotoblog assinado por Andrei Gurgel. As fotos são belíssimas (recomendo as dos dias: 10 de Janeiro 2004 e 6 de Outubro de 2003).


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Contra o Tempo e Outra Parte

São dois blogs escritos por Diane Zeit.

No Contra o Tempo li:

« Dia sem trilha sonora, sem grandes dramas, com muito sol e sono. A primeira semana do ano começa tão lenta quanto efêmeras as alegrias do recesso. Nada de retrospectivas, tampouco de expectativas. Sinto algumas saudades, alimento alguns cansaços, como melancia e aprecio o sol que vasculha a tarde.
Eu, Diana, ando imersa em calma. Eu, Zeit, vejo sombra de avalanche por perto. Eu, inteira que não sou, desobrigo-me do cotidiano. »
(dia 5 de Janeiro 2004)

e no Outra Parte deparei com:

« sol... céu azul... sul em revista. solta em cena indelével. ponteiros, páginas, papéis em desordem
tarde suarenta. janeiro. não preciso mais para agora. »
(dia 6 de Janeiro 2004)


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Ponte sobre o Caos

Para além de uma bela template e de uma excelente frase de Paulo Leminsky ( "Haja hoje para tanto ontem" ), também encontrei neste blog textos como este:

« Convites negados, palavras perdidas e desencontradas, indiferença transmutada em preocupação e um afeto esquisito demais para ser verdade ou mesmo mentira. Acho que nem é, mas finge bem. Ou estou caindo novamente nas armadilhas daquilo que vejo, mas não quero ver? Precisarei de óculos de grau? Ah, eu aqui tentando dominar o mundo e veja só: há dois belos mundos querendo me dominar. » (10 de Novembro 2003)

(...)

11.01.04, a dona do chá

« Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê

E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta... »


Agora só falta você, Maria Rita

Entre nós, um oceano. (6)

06.01.04, a dona do chá
E., 

Preciso ainda dizer que estou muito feliz por teres completado mais uma fase da tua caminhada profissional. Um Doutoramento resulta sempre de um grande empenho, trabalho e (porque não dizer) talento. E tu mereces viver o gosto da vitória. Que o possas saborear sempre.

Parabéns!!

Entre nós, um oceano. (5)

06.01.04, a dona do chá

E.,

Sempre que vejo a tua caligrafia, o meu coração aquece. O redondo da tua letra é o mesmo. Mantém-se. Desde pequena a tua letra é assim. Vê-la ocasionalmente me confere um sentimento de segurança. E quando vejo a tua caligrafia inscrita num envelope de papel pardo, sei que terei uma carta ou um bilhete para ler. A alegria, então, é incontida. Rasgo o envelope com uma pressa infantil de rever-te na folha de papel. Leio três vezes seguidas, porque a sofreguidão da ansiedade só me deixa assimilar parte do que me é dito. Enquanto leio, sorrio. Enquanto leio, o teu rosto, o de S. e dos meus padrinhos perduram na minha mente. Os aromas da infância, o sentimento que está vivo e não se extingue.

Eu que tenho sido tão relapsa, que não escrevo uma carta há tanto tempo, que me distraio com problemas e esqueço que os dias passam, não tenho sido merecedora deste carinho. Vocês são tão valiosos para mim quanto o ar que respiro.

É frase corrente dizer que os amigos são a família que escolhemos, e que a família de sangue é aquela que nos calha. Verdade é que se eu pudesse alterar algo, não o faria. Não trocava. Tu és a prima que eu amo, E. De igual forma amo a tua irmã S. e os teus pais (meus queridos padrinhos). Lamento, apenas, os anos e a distância que nos impedem de conviver mais amiúde. Será isso que torna precioso cada instante que passámos todos juntos e cada palavra trocada?

Talvez. Estou também convicta de que o sentimento que nos liga é a verdadeira relíquia que guardamos. Uma bênção que Deus nos deu.

Amo-vos profundamente.

C.