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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Entre as mãos.

07.09.03, a dona do chá

As noites já apresentam um frescor. Um certo prenúncio de que o verão está a se esgotar e que em breve teremos noites cada vez mais frias. Tenho entre as mãos uma caneca com chá de menta, bem quente e aromático. Traz-me conforto. Começo a sentir uma lassidão. Parece que, para além do chá, também tenho entre as mãos o sono.

Dia feliz.

05.09.03, a dona do chá

É bom estar acompanhada de uma pessoa inteligente, sensível e talentosa. 

Assim é a amiga que está comigo neste momento. Permitam-me corrigir: é minha amiga e minha futura "cunhada" L.

Estamos a aproveitar todos os minutos que temos juntas para colocar as novidades em dia. Temos estado a falar sobre música, sobre o futuro, sobre os nossos receios e anseios. 

Tenho medo que o tempo não seja suficiente para tudo.
Neste momento, estava a lhe falar sobre os blogs e a explicar a razão que me levou a criar um. Mostrei-lhe o primeiro blog que eu ví e que leio até hoje.
Em meio a tudo isto, temos como música de fundo os "Kid Abelha Acústico".

NA RUA, NA CHUVA, NA FAZENDA
(Hyldon/Kid Abelha)

Não estou disposto
A esquecer seu rosto de vez
E acho que é tão normal.
Dizem que sou louco
Por eu ter um gosto assim;
Gostar de quem não gosta de mim.

Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapé.



Quem disse que as coisas simples não trazem felicidade?

Face a face.

03.09.03, a dona do chá

"Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido." (I Coríntios 13:12)

Tenho pensado muito neste versículo. Aliás, perco horas a pensar nele. Quase posso ver o apóstolo Paulo a falar para os Coríntios e a dizer-lhes: "Tu só és e só vês aquilo que os teus olhos podem alcançar. Mas um dia irás além do que os teus olhos podem ver e, então, vais entender tudo".
Podemos supor muitas verdades e formular inúmeras teorias, mas estamos tão distantes do total conhecimento das coisas.
"Conhecerei plenamente". Alguém já fez algo em que pudesse dizer: "Fiz 'isto' ou 'aquilo' em toda a sua plenitude"? Alguém consegue ser um especialista pleno?
A plenitude é uma palavra que contém em si mesma um significado fabuloso: estado do que é pleno, estado completo, preenchimento, inteireza e perfeição. Destas todas, confesso que gosto do termo inteireza. Ser pleno.
Ver e sentir na totalidade. Se o que eu "conheço em parte" já me fascina, como reagirei quando chegar o dia em que "verei face a face"?

Este versículo está entre aqueles que reforçam as minhas convicções e, ao mesmo tempo, faz-me colocar infinitas questões.

Em branco.

03.09.03, a dona do chá
Viver uma noite de olhos bem abertos. O sono não quis conceder a sua presença. A noite estava calma... Um silêncio profundo. Apenas, de vez em quando, um roçar de dedos ao virar da página. Era o único som que se ouvia.
O livro fez a devida companhia nesta noite insone. Leitura movida com entusiasmo. Houve uma longa fase sem sentir este entusiasmo. Foi como se a mente não estivesse apta a absorver o que quer que fosse. Teria sido um "adormecimento"? Não. Não foi bem isso. Há momentos em que a vida - e o peso de viver - se sobrepõe aos pequenos prazeres. Não sobra tempo nem disposição.
Uma certeza fica: o entusiasmo é algo de extraordinário.
Pelo menos enquanto dura.

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