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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Outras pequenas batalhas.

30.09.03, a dona do chá

Ela acompanhou a escuridão da noite até ao primeiro sintoma do nascer do dia. Ouviu as gotas de chuva a cair do céu e viu-as escorrerem nas ruas, carros, janelas, telhados. Esteve toda a noite sentada no chão do quarto, a olhar pela janela, a olhar para o céu, a olhar para a chuva. Sentiu frio, mas não se incomodou.
Deixou-se estar. Deixou-se ir. Deixou-se pensar.
Os problemas não se resolvem num dia, numa noite e, decidamente, não duram toda vida. Um dia encontra-se a solução para tudo. De seguida, surgirão mais problemas. E o ciclo retoma o seu movimento. Assim é a vida.
Ela ainda estava sentada no chão quando vê o dia se erguer, começa a ver os primeiros traços de vida a passar na rua. O carro do padeiro a fazer a entrega de pão no café em frente. Um provável trabalhador com rosto ensonado apertando as golas do casaco para afastar o frio. E a chuva que ainda caía.
Permaneceu ali. Ao seu lado, a rádio tocava numa altura que só ela conseguia ouvir.
Deixou-se estar. Deixou-se ir. Deixou-se pensar.
Faltava pouco... O dia para ela também estava prestes a despontar.

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