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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Natal invulgar ou o aprendizado de uma lição sem fim.

29.12.03, a dona do chá

Passei por um Natal invulgar. Fui apanhada por um sentimento pouco usual. Senti-me feliz neste Natal. Logo eu, que há muito tempo deixei de gostar de Dezembro. Gosto do Natal, pelo o que ele realmente é: a celebração do nascimento de Cristo. Socialmente, porém, o Natal é visto como uma data agregadora de convívio familiar e, neste sentido, há muito deixou de ser especial para mim.

O que, então, tornou o meu Natal feliz? O meu pai saiu do hospital antes da véspera de Natal e, como não acontecia há bastante tempo, o convívio foi excelente. A sombra que costuma ensobrar a ceia esteve ausente. Dissipada. Havia sorrisos e risadas. Dei por mim a olhar para o cenário, como se estivesse do lado de fora e não pude deixar de pensar que estava presenciando e vivendo uma bênção. Talvez Deus quisesse me mostrar que devo estar grata. Talvez Deus quisesse revelar um pouco daquilo que podemos alcançar. Paz, harmonia, amor. Quem sabe o que estava no pensamento de Deus era demonstrar que nós podemos renascer: fisicamente (bem-estar) e emocionalmente (em sentimentos, acções e palavras).

Mais do que receber, importa valorizar o que já se tem. Acarinhar o que possuímos. E sermos gratos pelo Deus concede.