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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

( conversas de café )

06.09.09, a dona do chá

porém

 

O homem é alto, magro, de barba e anda sempre de blazer. Não se lhe encontra algum resquício de beleza, mas ele tem-se em grande conta. Em outras palavras, se acha o máximo. Entra pelo café dentro e fala alto para que todos o ouçam. Sabes como é? Um balcão cheio de clientes e lá está a criatura a falar para ( e não com ) os outros em voz elevada, a dar opiniões e longas explicações que poucos estão interessados. Todos o acham fastidioso. Mas em toda a história há sempre um "porém" e, neste caso, o "porém" chama-se dinheiro. Ele paga bebidas a todos, oferece isto e aquilo. E, em todos os cafés, é certinho que qualquer pessoa vai encontrar uma lista extensa dos parasitas que se aproveitam deste tipo de homem. Bem, não se pode dizer que se aproveitam. É mais uma troca: ele paga as cervejas, vinho e cafés aos outros, e estes retribuem fingindo que se interessam pelo que ele diz e sempre prontos a se rirem das suas piadinhas. Será talvez uma troca justa? Este espécime não fica só por ir neste café, vai a vários. Como um vampiro em busca de um pescocinho e de sangue suculento, ele busca atenção; mais do que atenção, ele busca reconhecimento.

 

Dizia ele ontem, para quem quisesse ouvir: " a China é este grande país que é agora porque abandonou a sua maneira antiquada de ser e adoptou maneiras européias". Todos ouvem e dizem amém. Se há coisa que não existe quando cervejas são oferecidas é debate. Ou há concordância ou há pancadaria.

 

Por isso, eu ouço e penso "não vale a pena". Cada um é feliz do seu jeito, seja vampiro seja parasita.

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