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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

( Feira do Livro )

15.06.09, a dona do chá

A Feira do Livro da minha terrinha já está em andamento. É como outras feiras do livro de outras terrinhas: nos stands das editoras estão os miúdos da escola; corre-lhes nas veias a antecipação das férias, os livros são um pretexto. O bibliotecário da cidade anda de um lado para o outro feito pavão. Todos os anos ocorre um evento musical inserido nesta Feira, e costuma ter algum interesse. Ano passado, foi o Sérgio Godinho. Este ano, nada de interessante a registar. Quanto à oferta literária, não posso dizer que me queixe. Não sei porquê, mas é a primeira vez que encontro os livros a um preço acessível. Então concluo, que a crise está aí em força. Já adquiri três livros interessantes. Um do José Eduardo Agualusa - “Passageiros em Trânsito” – há alguns anos que sigo a escrita dele. Outro livro é o “O tempo dos desenraizados” de Elie Wiesel, confesso que será a primeira vez que leio algo deste escritor. E, por último, “Morreste-me” de José Luís Peixoto. Este já estou a ler. Ando fascinada com a escrita deste escritor. Já o conhecia, mas só agora tenho aprofundado o meu conhecimento. Neste livro, no “Morreste-me” enxergo-me. Não é a primeira que o digo, que questiono, mas provavelmente repetirei muitas mais vezes esta questão: como é possível eu me reconhecer nas palavras dos outros? É como um reencontro.

 

Então, a minha conclusão sobre a Feira do Livro da minha terrinha é a seguinte: pode não ser perfeita, pode ser pequena, mas vale sempre a pena. Nela eu encontro algumas relíquias.

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