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Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

03.11.08

[ 2 de Novembro - 1ª parte ]


a dona do chá

O que se pode fazer para amenizar a dor de alguém? Nada, ou quase nada. Emprestamos os ouvidos e os braços, doamos o nosso coração. Pode-se apagar a dor com um abraço? Seria fácil demais. Mas é verdadeiro, o desejo de apagar-lhe a dor. 

 

[ Eu não estive lá quando ela precisou. Esta é a dura e a corrosiva verdade que me acompanha todos os dias. Eu cheguei no fim. ]

 

Não era necessária a afirmação de que tinha ocorrido uma mudança, de que não se tratava da mesma pessoa. Era evidente. Um brilho diferente. Um olhar de quem já passou pelas sombras mais profundas e sobreviveu. Uma estranha sabedoria. Uma inesperada sabedoria. Uma postura de quem já não tem pressa para viver. Falava com as pessoas e observava tudo à sua volta com ar atento e, ao mesmo, abstraído. Como pode ser isso? As flores ao redor não tinham a importância do adeus nem o papel social da homenagem. As flores são acessórios desnecessários. Como ela disse "não têm a menor importância". Importante é o que lhe está lá dentro. A alma e o coração, mesmo que destroçados. E as lembranças que viveu e construiu.

 

[ Não foi possível exprimir palavras. Calei-me. O que eu podia dizer? É inexplicável. ]

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