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Chá de Menta

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

A Grande Magia, Elizabeth Gilbert

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Cada vez mais gosto de Elizabeth Gilbert. Este livro tem definitivamente a marca de sua escrita: um toque objectivo e um tom positivo. Aqui ela aborda o tema da criatividade em geral, com especial incidência sobre a actividade de escrita.  Mais uma vez, ela poderá ser confundida como uma autora de auto-ajuda, o que é um erro. Não há nada no seu livro de "faça isto, faça aquilo". Pelo contrário, o que vemos é Elizabeth Gilbert falar sobre a sua própria experiência como escritora: inclusive, os erros que já cometeu. O grande ponto, é a explicação daquilo que ela concebe ser a "inspiração", a "criatividade" e o seu percurso como escritora. Acho também de grande importância a desmitificação de que um escritor para ser relevante tem de ter uma carga de sofrimento na sua vida pessoal.

Todas as pessoas que de alguma forma estão ligadas ou têm interesse na área da criatividade deveriam ler este livro. Mesmo que não concordem com o que ela diz. Do meu ponto de vista, sei que vou reler o livro várias vezes no futuro porque tem muitos pontos e reflexões que me desafiaram.

Espero que este livro alcance a visibilidade que ele merece.

Comprometida, Elizabeth Gilbert.

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Promovido como a continuação de "Comer, Orar e Amar", a meu ver, descola-se um pouco do livro anterior. É verdade que este livro retoma a temática do relacionamento, ou o amor, que é a parte final do livro anterior mas o foco está na temática do casamento. Em traços gerais, Elizabeth Gilbert e o seu companheiro por terem nacionalidades diferentes foram impedidos de estar juntos em solo americano porque ele, em específico, é brasileiro e não tinha visto para permanecer nos EUA. Isso criou um impasse. Ambos não queriam nem ponderavam casar mas este imprevisto trouxe a questão à baila e para os dois a resposta pareceu mais do que natural: casar. Contudo, este não é um processo fácil para qualquer estrangeiro(a) que queira casar com um cidadão(a) americano(a). Principalmente, trata-se de um longo e cansativo processo burocrático.

Então, a história parte deste episódio do relacionamento de ambos e de todo o processo que tiveram de enfrentar até finalmente poderem dizer "enfim, juntos".  A dado momento, a parte pessoal do relacionamento do casal esbate-se no esmiuçar que a autora faz sobre a instituição "casamento".

Pode-se mesmo dizer que "Comprometida" é mais uma reflexão sobre o casamento em si, sobre o papel da mulher na sociedade e sobre a própria visão da autora. Elizabeth Gilbert fala na primeira pessoa e, muitas vezes, recorre à própria experiência das mulheres da sua família e de outras culturas. Não se nota uma pretensão de ser exaustiva ou de mostrar-se uma especialista no assunto. O que se depreende é um exercício de busca,  uma forma que a autora usou para que pudesse compreender a sua visão pessoal sobre o casamento e a sua reserva diante do compromisso. Este aspecto foi muito interessante e foi o que mais gostei neste livro.

Elizabeth Gilbert é uma boa contadora de histórias, então, a dado momento o leitor envolve-se nos relatos de viagens e nas suas reflexõe - até porque para cada reflexão, há sempre um episódio peculiar. Depois há o sentido de humor, algo muito presente na sua escrita e que é agradável.

Trata-se de uma leitura agradável e que, muitas vezes, emociona e faz surgir um sorriso nos lábios de identificação com aspectos da vivência e das dificuldades de se manter um relacionamento. 

Leituras de Janeiro.

Na primeira quinzena do ano terminei a leitura de "Os Miseráveis" e tenho a dizer que foi INCRÍVEL. Tenho andado a "rascunhar" um texto sobre a obra mas tem sido difícil colocar em palavras a experiência de leitura deste livro que, sem sombra de dúvida, foi o melhor que eu li até hoje. Como falar de algo que é perfeito? A minha opinião diante deste livro parece ser algo minúsculo e insignificante. E o "pós-leitura" de "Os Miseráveis"...? Como conseguiria ler algo que chegasse aos pés desta obra? Conclui rapidamente que teria de algo bem diferente para poder ultrapassar esta ressaca. Uma decisão com bom resultado. Dediquei-me, então, a ler "Receitas de Amor para Mulheres Tristes" de Hector Abad Faciolince e outros dois livros da Elizabeth Gilbert: o "Comprometida" e "Grande Magia".

Em Janeiro também comecei a releitura de Jane Austen com "Razão e Sentimento" (sim, optei pela tradução brasileira), algo que tenho feito pausadamente - trata-se de uma releitura a ser degustada lentamente. Também comecei a ler juntamente com uma amiga "As Meninas" de Lygia Fagundes Telles;  está em andamento e tem sido complicada. São, a autora e esta obra, extremamente elogiadas mas realmente já pensei em desistir inúmeras vezes porque não tenho sentido qualquer empatia ou ligação ao livro. Para já, estou a persistir.