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Chá de Menta

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

Ler em formato digital ou em papel.

Sim, tornei-me uma adepta do livro digital. Não, não abandonei o livro de papel. Por quê cargas d´água uma coisa tem de excluir a outra? Inclino-me mais pelo abraçar todas as formas que me levem ao fundamental: ler.

É verdade que há toda aquela magia de entrar numa livraria e de folhear páginas. É também verdade que há toda uma apreciação do tipo de papel, capa e diagramação escolhida para uma edição. Sim, há uma certa beleza em vaguear pelos corredores de uma livraria e refugiar-me a um canto a ler o primeiro capítulo de um livro. Continuo a participar desta magia. Mas trata-se de forma. Embora válida e relevante, o importante para mim é a essência, que é ler. Neste sentido, o meio digital tem sido um paraíso na minha vida. Dado o meu trabalho e ritmo de vida, se eu dependesse somente do livro em formato papel, eu leria talvez um livro por mês, se tanto. Graças ao formato digital posso ler em qualquer lado. Através do computador, do portátil, do telemóvel, do tablet ou de um ereader. 

Ler é o que me permite respirar. Não exagero quanto a isso. Quando fico algum tempo sem ler, o meu humor fica desestabilizado e os meus ombros parecem mais curvados. Sinto que os corredores da minha mente ficam empoeirados e sombrios. Num Fahrenheit 451 ou enlouqueceria ou seria uma resistente a esconder e decorar todos os livros que pudesse. A leitura é este espaço de sanidade e de liberdade que a minha mente precisa para respirar com regularidade e tranquilidade.

Reduzir a experiência de ler a um único formato é retirar à leitura e ao livro a sua grandeza. 

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