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Chá de Menta

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

( doces sem açúcar 4 )

O meu projecto pessoal de natal, de trazer receitas para diabéticos tem caminhado bem. Felizmente. A minha prima Eliane, depois de ler meu post, esclareceu-me que o adoçante normal não dá para fazer os doces. Tem de ser realmente o indicado para fogão e forno. Acho que ela vai me ajudar nisso. Para já ainda não encontrei nada, em nenhum supermercado. Sobre as receitas, já encontrei algumas interessantes. Em breve, irei partilhá-las. Confesso, já estou ansiosa por fazê-las.

( glee 1 )

Não é somente porque eu adoro musicais que eu trouxe o assunto à baila. Ontem vi na Fox Life o primeiro episódio de uma série nova ( também adoro séries… ) e gostei bastante. É um tanto teenager, mas num estilo musical, leve e divertido. Chama-se Glee. Passa-se numa escola secundária americana (claro…) e como não podia deixar de ser os ditos adolescentes corroem-se por algo que ultrapassa infinitamente as fronteiras da América: a aceitação e o desejo de reconhecimento. Por que não dizer, por vezes, o desejo de fama. O que, no fundo, a par do consumismo é o que mais marca a sociedade actual. Mas se pudesse determinar um lema para Glee seria: perseguir e defender aquilo que se acredita. Seguir uma paixão. Como se esta paixão fosse o antídoto para a futilidade da fama e do reconhecimento oco. Seguir uma paixão e um objectivo de vida é um fim em si mesmo. Esta é a recompensa. Se calhar, estou a exagerar. Talvez.

Para quem gosta de música e dança, será um bom entretenimento.

Espreitem.

( musicais )

 

- O que nos deveria pertencer -
 
Eu adoro musicais. Desde pequena que eu amo este estilo de filme. Sempre adorei ver aqueles clássicos em que tudo era beleza e fantasia. Tudo e todos retratavam-se através da música e da dança. Diz-se que este é um estilo que ou se ama ou se detesta. Uma das razões que as pessoas que detestam apontam é o facto de ser ridículo o facto das pessoas desatarem a cantar e a dançar pela rua fora, por cima dos carros, etc quando isto não acontece na vida real. É um argumento com validade. Eu, porém, encaro de outra forma. Os musicais fazem sonhar e revelam, muitas vezes, aquilo que se passa na nossa mente. Eu não consigo acreditar que não exista alguém, na sua vida quotidiana, que não cante mentalmente inúmeras músicas. Serei tão invulgar assim? Esta é umas das razões pelas quais me identifiquei de imediato com a série televisiva Ally Mcbeal. Eu acredito não ser a única. Se isso fosse verdade, não haveria tantas pessoas a andar pela rua de mp3 espetado nos ouvidos. Trata-se de um momento de privacidade, um momento a sós com a sua própria música? É disto que eu estou a falar. Andar pela rua a ouvir música de mp3 nos ouvidos é o efectuar de um musical pessoal.
Isto tudo para reafirmar que eu adoro musicais. A vida já é tão difícil que um pouco de beleza, sonho e poesia não faz mal a ninguém. Pelo contrário, só nos devolve o que nos deveria pertencer.

 

( doces sem açúcar 3 - cuidados redobrados no Natal )

Se você tem um pai teimoso e guloso como o meu, o Natal acaba por ser uma fonte de preocupação. E o Natal devia ser alegria e amor. Então, este ano estou decidida a ter os cuidados ainda mais acentuados. No ano passado, ainda que com precaução, o meu pai passou a madrugada de Natal no hospital com a glicemia alta. De forma que tenho de redobrar a dose de cuidados.

Se você tem algum familiar nesta situação, aqui fala um pouco de cuidados básicos a ter nesta quadra.

 

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Quando eu encontrar as receitas ideias para esta noite de Natal, partilharei convosco.

( doces sem açúcar 2 )

Eu tenho encontrado algumas receitas para diabéticos e algumas bem interessantes. Recuso-me a aceitar que uma pessoa, por ser diabética, não possa usufruir de algo mais interessante ao nível do paladar. E criatividade na cozinha e na doçaria é algo importante. Tenho visto em muitas receitas ingredientes comuns, como a farinha integral e aveia; mas também o adoçante (elemento básico) de uso culinário e para forno e fogão. Neste aspecto é que entra a minha dúvida. Grande parte das receitas são do Brasil que está bem mais avançado no que diz respeito a produtos dietéticos. Aqui em Portugal eu só encontro o adoçante normal, de colocar em líquidos como leite e café. Alguém me saberá dizer se há diferença? Se o adoçante normal poderá ser usado em receitas de bolos ou em doces feitos em panela? Se não, alguém saberá me dizer onde posso encontrar o tal adoçante de forno e fogão?

 

 

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Neste site encontrei receitas interessantes para diabéticos.

Aqui também.

( doces sem açúcar )

Eu gostaria de descobrir algum site que tivesse boas receitas para diabéticos. Para fazer com que este natal seja doce mas sem visitas ao hospital. Se alguém souber de algo, com receitas natalícias ou não, diga-me algo.

Missivas dirigidas para chadementaarrobahotmailpontocom

Obrigada :)

( às vezes, dói )

Chego em casa e começo logo a arrumar tudo o que não deu para fazer de manhã. Praticamente não páro o dia inteiro. Estes escassos minutos que consigo em alguns dias são o que me resta para fazer uma das coisas que mais gosto de fazer: escrever. Mesmo que sejam amenidades sem qualquer importância ou significado. Então, na correria de fazer tudo dentro do tempo, antes de voltar para o trabalho preparo-lhe o lanche e a medicação, que deve ser sempre tomada na hora certa. Nestas coisas, a rotina é fundamental. Então aqueço-lhe o leite bem quente, como ele gosta, e coloco cevada, que ele não deve tomar café. Depois preparo o prato com queijo fresco magro e algumas bolachas sem açúcar. Além de cardíaco, ele é diabético. Então ele levanta-se da cama e vem lanchar. Estou a lavar a loiça e a primeira coisa que diz ao sentar-se é "o almoço estava uma merda, apetecia-me vomitar no fim".

....

O que vou dizer diante disto??

...

Todos os dias nos esforçamos para lhe dar uma alimentação saudável para lhe controlar a glicemia e evitar gorduras por causa do coração e, ao mesmo tempo, tentamos lhe proporcionar comidas saborosas. Hoje preparo-lhe uma das comidas que ele mais gosta e ele antes de mais nada diz-me aquilo. Só me apetecia chorar de frustação e de injustiça. Como é que alguém diante da dedicação diz que foi "uma merda"?

Em dias assim, questiono-me a mim própria se a minha dedicação é algo vão. Se estes anos que tenho perdido a cuidar do meu pai  não significam nada. A única coisa que eu preciso de ver é respeito. E o que ele mais me atinge é naquilo que eu mais prezo: o meu senso de justiça.