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Chá de Menta

Chá de Menta

I am half agony, half hope | Jane Austen

( ESTA É A CONQUISTA )


Quem a tem…
Não hei-de morrer sem saber qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser desta terra em que nasci:
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.


Jorge de Sena

( NO OUVIDO )

I crash and I burn
Maybe someday you'll learn
I'm only human on the inside
I stumble I fall
Baby, under it all
I'm only human on the inside


The Pretenders, Human

( PASSAR O TESTEMUNHO )

O Luís passou-me o seu testemunho (obrigada).
Não resisto em deixar o meu. (A verdade é que adoro questionários…)


1.Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
A ser consumido pelo fogo, que seja um livro de Vinícius de Moraes. Os poemas dele estão gravados na minha memória e no meu coração. [ “Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure.” ]

2. Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Tantas vezes… Há livros, escritores e personagens que são apaixonantes.
É inevitável.
Uns episódios marcam mais do que outros. A primeira vez que li “Orgulho e Preconceito”, fiquei fascinada pelos personagens Lizzy e Mr. Darcy. Apaixonei-me por Milan Kundera quando li a “Insustentável Leveza do Ser”. Por Vinícius de Moraes e Sophia de Mello Breyner Andresen foi amor “à primeira poesia”.

3. Qual foi o último livro que compraste?
Eu leio muito livros requisitados na Biblioteca Municipal da minha terrinha, livros emprestados por amigos, e também gosto de obter livros usados. De forma que não tenho bem a certeza, mas acho que o último foi “História do Século XX” de Bernard Droz e Anthony Rowley (que ainda não li…).

4. Qual o último livro que leste?
“Catálogo de Sombras” de José Eduardo Agualusa.

5. Que livros estás a ler?
Leio quase aos soluços: “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”(Selecção: Italo Moriconi), poesia da Sophia de Mello Breyner Andresen (vagueio de livro em livro…), O Culto do Chá (Wenceslau de Moraes) e O General e o Juiz (Luís Sepúlveda).

6. Cinco livros que levarias para uma ilha deserta.
Seria sensato levar livros que me ensinassem a sobreviver numa ilha deserta. Mas sei que se me dessem a escolher, eu iria optar por levar:

- A Bíblia Sagrada
- A Identidade - Milan Kundera
- A Seda - Alessandro Baricco
- Jane Eyre - Charlotte Bronte
- O Jardim Noturno – Vinícius de Moraes

7. Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
À Ana Paula Rossini, desperta-me um sorriso a cada palavra.
À Isabel, que escreve de forma despretensiosa e verdadeira.
Ao Apeles, porque seria interessante conhecer os seus gostos literários.
Também gostaria de ver o mesmo questionário respondido pela Ane Aguirre - que tanto amo ler - mas como tem andado ausente destas caminhadas pela blogosfera, não sei se chegaria a dar o seu testemunho.

( ESPELHO, ESPELHO MEU )

Tenho que justificar o que escrevo no meu próprio weblog?
Tenho que estar a dizer claramente que nem tudo o que escrevo é autobiográfico ou reflexo dos meus sentimentos?

É verdade que quem tem um weblog se sujeita a todo o tipo de julgamento e interpretação daquilo que é dito.
É verdade que quem tem uma caixa de comentários exposta, sujeita-se a ler de tudo: participações e opiniões interessantes e construtivas, o diálogo entre blogs; mas também absurdos e conclusões precipitadas.

Paternalismos bolorentos e moralismos de meia pataca., inclusive. E, dentro desta última categoria, tenho recebido recentemente comentários desta natureza. Como se me conhecessem muito bem. Se calhar até conhecem. E, nesse caso, espanta-me a cobardia de não dizer os absurdos frontalmente. Cara a cara. Sem mandar recados.

Se eu tenho que justificar o que escrevo no meu weblog?

Talvez, se me apetecer.

( O SOM DO SINO QUANDO TOCA )

o sino indica-me que são nove horas. a noite caiu com rapidez. o dia se desfez enquanto me distraía com a luz pálida que atravessava a janela. tarefas, planos, pensamentos. enredei-me. deixei-me levar.

despertou-me a escuridão. despertou-me o som do sino.

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